31.08.14 Corinthians 1  x 1 Fluminense, gol de Fred ( Arena Corinthians, São Paulo)

14/04/11 Bastidores matéria com o ex-morador de rua Raylson, de 12 anos, para o Esporte Espetacular (Laranjeiras, Rio de Janeiro)

Cá estou eu de novo, matando a saudade que me bateu de escrever para você, meu pequeno grande ídolo. Hoje venho agradecer, mais uma vez, por todas as vezes que vejo você e solto um sorriso lindo e largo seguido de um sentimento que nunca vou conseguir explicar.
Você é um exemplo, nada menos que isso. Só por me fazer feliz do jeito que faz você já merece o mundo e ainda será pouco tê-lo em suas mãos. Ou seus pés, para poder brincar de jogar bolar, treinar balões e canetas em qualquer adversário.
É assim que eu me sinto quando encaro a vida de frente. Me sinto como se eu fosse você no campo. Tento te imitar driblando e saindo de três marcações de uma só vez, mas nada será comparado ao que você faz. Meus dribles na vida não são tão majestosos quanto os seus.
Hoje venho te venerar, mais uma vez, “só” pelas duzentos e cinquenta partidas que fez com a camisa do meu time. Meu time representa a minha alma e você a carrega com tanta honra, com tanto respeito que é impossível não gostar de você ou ser, até mesmo, indiferente. Aquele que não te idolatra não te conhece.
Obrigada, rei, por esse sorriso e tantos outros junto com o Fluminense. Obrigada por jogar com tanta magia nas pernas e tanta clareza no jogo. Obrigada por não ser perfeito e errar, e logo em seguida correr atrás de um resultado melhor. Obrigada desde o primeiro jogo até este. Obrigada por todos os mais jogos que terá pela frente para defender essas três cores que regem a vida de tantos torcedores apaixonados.
Alguns meses atrás, eu não sabia explicar como consegui viver sem você jogando pelo Flu e tão longe de mim. Hoje tenho a explicação mais sensata: você só estava longe, mas continuava brilhando, então ainda te sentia. Você brilhará, guerreiro, por toda a sua vida, dentro e fora de campo. E que, quando acabe a carreira, acabe junto com o Fluminense. Obrigada por voltar, nunca vou deixar de agradecer.

Cá estou eu de novo, matando a saudade que me bateu de escrever para você, meu pequeno grande ídolo. Hoje venho agradecer, mais uma vez, por todas as vezes que vejo você e solto um sorriso lindo e largo seguido de um sentimento que nunca vou conseguir explicar.

Você é um exemplo, nada menos que isso. Só por me fazer feliz do jeito que faz você já merece o mundo e ainda será pouco tê-lo em suas mãos. Ou seus pés, para poder brincar de jogar bolar, treinar balões e canetas em qualquer adversário.

É assim que eu me sinto quando encaro a vida de frente. Me sinto como se eu fosse você no campo. Tento te imitar driblando e saindo de três marcações de uma só vez, mas nada será comparado ao que você faz. Meus dribles na vida não são tão majestosos quanto os seus.

Hoje venho te venerar, mais uma vez, “só” pelas duzentos e cinquenta partidas que fez com a camisa do meu time. Meu time representa a minha alma e você a carrega com tanta honra, com tanto respeito que é impossível não gostar de você ou ser, até mesmo, indiferente. Aquele que não te idolatra não te conhece.

Obrigada, rei, por esse sorriso e tantos outros junto com o Fluminense. Obrigada por jogar com tanta magia nas pernas e tanta clareza no jogo. Obrigada por não ser perfeito e errar, e logo em seguida correr atrás de um resultado melhor. Obrigada desde o primeiro jogo até este. Obrigada por todos os mais jogos que terá pela frente para defender essas três cores que regem a vida de tantos torcedores apaixonados.

Alguns meses atrás, eu não sabia explicar como consegui viver sem você jogando pelo Flu e tão longe de mim. Hoje tenho a explicação mais sensata: você só estava longe, mas continuava brilhando, então ainda te sentia. Você brilhará, guerreiro, por toda a sua vida, dentro e fora de campo. E que, quando acabe a carreira, acabe junto com o Fluminense. Obrigada por voltar, nunca vou deixar de agradecer.

Sobre isso:
Talvez os “marginais, desocupados, bandidos, vagabundos”, como mesmo disse, tenham feito isso porque dizem (e provam até o final da vida) amar o Fluminense, porque se importam com a bagunça que estão vendo. Essa história de pedras nos carros já deu o que tinha que dar e esse choro todo também. É errado? É. Mas também é da nossa vontade quebrar a cara de cada um que não se mexe em campo de porrada, só que ninguém vai fazer isso (espero), porque aí já entra em desrespeito com a pessoa, não só com o jogador, assim como a questão das pedras.
Mas falar que são “profissionais que dão duro e suam a camisa para defender o time que eles dizem amar” é no mínimo desrespeitoso com a NOSSA TORCIDA. Ou a minha torcida, porque já não sei quem desse elenco se considera parte do Fluminense e quem não. Se formos julgar pelo desempenho em campo, o Fluminense somos, literalmente, nós, os torcedores, e só. Suor na camisa não foi visto em abundância desde 2012, quando fomos campeões com três rodadas de antecedência. Parece que depois dali, fizeram uma lavagem cerebral em casa um deles e começaram a pensar que qualquer merda que eles fizessem, teriam a mesma sorte que tiveram há dois anos e garantiriam mais 3 pontos.
“Isso pra mim é uma pouca vergonha!” é o que está escrito por um jogador que está xingando, no momento, os mesmos que o apoiaram em tantos momentos difíceis, assim como no fim da Copa do Mundo, cantando seu nome tão alto no estádio (há prova, tem milhões de vídeos, inclusive o meu). Está escrito por um jogador que não aguenta ser cobrado um segundo e quando perguntando sobre sua fase na carreira, não se dá nem o trabalho de justificar. A torcida também quer saber: defina seu momento na carreira após a Copa do Mundo. Quer uma dica: vergonhosa, no mínimo. Não tem mais como defender.
Se a cada crise e a cada cobrança, for feito um texto com palavras bonitas que defendem a boa ética do mundo, vamos ter uma crise eterna. Só se resolve um problema quando se toma uma atitude diferente. Escrever e postar foto fazendo cara de mal não vai nos trazer os pontos que (eu escreveria a gente, mas pensei melhor) vocês, jogadores, perderam em jogos tão ridículos que dá pena de ver o resultado, e ainda mais a atuação. Quando estiverem reclamando de salário, cada torcedor escreverá um belo texto para pagar cada um e ver se assim resolvemos o problema. Como não pensamos nisso antes? Tão melhor do que agir e fazer o que são pagos para fazer: jogar futebol. Fantástico mesmo.

Sobre a decisão tão madura que o capitão irá tomar caso não seja tomada nenhuma providência, só digo uma coisa: rescisão de contrato. Não está satisfeito? Vai embora. A única coisa que iremos sentir é saudade do seu bom futebol. Mas, espera, já sentimos falta disso. Então, não iremos sentir nada novo mesmo. Fred, você não é o melhor. Você foi. Já deu. Infelizmente. Obrigada por tudo o que fez de produtivo.

Sobre isso:

Talvez os “marginais, desocupados, bandidos, vagabundos”, como mesmo disse, tenham feito isso porque dizem (e provam até o final da vida) amar o Fluminense, porque se importam com a bagunça que estão vendo. Essa história de pedras nos carros já deu o que tinha que dar e esse choro todo também. É errado? É. Mas também é da nossa vontade quebrar a cara de cada um que não se mexe em campo de porrada, só que ninguém vai fazer isso (espero), porque aí já entra em desrespeito com a pessoa, não só com o jogador, assim como a questão das pedras.

Mas falar que são “profissionais que dão duro e suam a camisa para defender o time que eles dizem amar” é no mínimo desrespeitoso com a NOSSA TORCIDA. Ou a minha torcida, porque já não sei quem desse elenco se considera parte do Fluminense e quem não. Se formos julgar pelo desempenho em campo, o Fluminense somos, literalmente, nós, os torcedores, e só. Suor na camisa não foi visto em abundância desde 2012, quando fomos campeões com três rodadas de antecedência. Parece que depois dali, fizeram uma lavagem cerebral em casa um deles e começaram a pensar que qualquer merda que eles fizessem, teriam a mesma sorte que tiveram há dois anos e garantiriam mais 3 pontos.

“Isso pra mim é uma pouca vergonha!” é o que está escrito por um jogador que está xingando, no momento, os mesmos que o apoiaram em tantos momentos difíceis, assim como no fim da Copa do Mundo, cantando seu nome tão alto no estádio (há prova, tem milhões de vídeos, inclusive o meu). Está escrito por um jogador que não aguenta ser cobrado um segundo e quando perguntando sobre sua fase na carreira, não se dá nem o trabalho de justificar. A torcida também quer saber: defina seu momento na carreira após a Copa do Mundo. Quer uma dica: vergonhosa, no mínimo. Não tem mais como defender.

Se a cada crise e a cada cobrança, for feito um texto com palavras bonitas que defendem a boa ética do mundo, vamos ter uma crise eterna. Só se resolve um problema quando se toma uma atitude diferente. Escrever e postar foto fazendo cara de mal não vai nos trazer os pontos que (eu escreveria a gente, mas pensei melhor) vocês, jogadores, perderam em jogos tão ridículos que dá pena de ver o resultado, e ainda mais a atuação. Quando estiverem reclamando de salário, cada torcedor escreverá um belo texto para pagar cada um e ver se assim resolvemos o problema. Como não pensamos nisso antes? Tão melhor do que agir e fazer o que são pagos para fazer: jogar futebol. Fantástico mesmo.

Sobre a decisão tão madura que o capitão irá tomar caso não seja tomada nenhuma providência, só digo uma coisa: rescisão de contrato. Não está satisfeito? Vai embora. A única coisa que iremos sentir é saudade do seu bom futebol. Mas, espera, já sentimos falta disso. Então, não iremos sentir nada novo mesmo. Fred, você não é o melhor. Você foi. Já deu. Infelizmente. Obrigada por tudo o que fez de produtivo.

Relevância da minha vida

Eu ia começar escrevendo um comunicado importante que diria que este texto possui fatos passados que podem causar sensações extremas, como amor, raiva, dúvidas e certezas e alguns outros sentimentos que não foram denominados. Mas leitor nenhum precisa disso quando se torce para o Fluminense. Fomos acostumados a ser pegos de surpresa e aguentar as mais extremas sensações, e no meio de todas elas uma sempre prevaleceu. É sobre isso que escrevo hoje.

Há vezes em que tenho a certeza de que certo momento pode descrever o meu amor pelo Fluminense. Como quando ganhamos um Fla-Flu ou quando ganhamos de virada em cima do São Paulo, como aconteceu nos últimos meses. É o mesmo tipo de sentimento quando metemos uma goleada e, de quebra, sacaneamos os rivais.

E aí somos campeões e esses momentos antes citados se tornam mera felicidade perto de uma taça. O que se sente ao ser campeão parece ser a mais pura certeza de um amor. Parece ser a maior prova de que, como diz a faixa do tricampeonato, tudo e somente o que sentimos justifica o que fazemos.

Mas não há sentimento que prove tamanho amor, senão o que sentimos quando perdemos. A sensação que o torcedor sente ao ser rebaixado ou eliminado é inigualável e só não é maior que a felicidade, porque nossas mágoas não serão nunca maiores do que nossas glórias. São tristezas e felicidades diferentes. Sempre mais, porque o amor só cresce.

Falando de algo mais pessoal, lembro quando vi na televisão, ano passado, escrito que o Fluminense tinha sido rebaixado antes mesmo do fim do jogo. O que senti ali, naquele dia, foi algo que nunca tinha havia sentido na minha vida – nem mesmo em 2008, pois são sempre tristezas distintas. Mas o que senti um mês depois, ao saber que um feliz erro alheio nos salvou, foi completamente o contrário e também nunca havia sentido. Aquilo me levou a acreditar que Fluminense é extremo.

Agora escrevo, com toda a certeza, que a felicidade em ser campeão não é a mais pura certeza de um amor. Essa certeza está nas perdas. Sofremos na mesma intensidade em que amamos e só percebemos o quanto o Fluminense importa quando o vemos perder, quando choramos impiedosamente.

Com mais certeza ainda, percebo que há algo que não me faz sentir vergonha de dizer que meu time já foi rebaixado, que já foi eliminado e que já perdeu. Tenho menos vergonha ainda de dizer o quanto chorei e o quanto sofri.

O que me dá certeza desse amor, pensando bem, não é a vitória ou a derrota, e sim o que sinto enquanto escrevo isso. E o que sinto  é o que me faz escrever o texto todo me referindo ao Fluminense como nós e não como ele. O que sinto me faz me sentir parte de algo que nem sei explicar.

Dizem que o amor está na coisa mais banal. Mas digo que o amor pelo Fluminense está em tudo, da coisa mais importante à mais insignificante. Todos os dias e em todos os momentos. Agora eu amo mais do que nunca e vou repetir isso com a mesma certeza daqui a um segundo.

Fluminense campeão da Taça Guanabara Sub-20 2014 (x)