18/06/11 Fluminense x Bahia (Engenhão, Rio dde Janeiro)

18/06/11 Fluminense x Bahia (Engenhão, Rio dde Janeiro)

Uma vida inteira

Ouço vantagens sobre camarotes e cadeiras especiais, onde têm comida, bebida e não sei mais o que à vontade. Nada disso me seduz quando se trata de estádio. Eu, ironicamente, antissocial que sou, prefiro uma arquibancada. Nada me atrai mais do que estar ao lado de bandeiras, embaixo de bandeirões e ao redor de gritos e mais gritos de apoio e declarações de amor. Especificamente, gosto das pessoas, como elas se comportam e como andam. Algumas apressadas, outras tão calmas que parecem não saber o que estão fazendo ali.

Mas o que sempre me chamou muito a atenção e nunca escrevi sobre são os torcedores de cabelos brancos e rugas tão naturais que vejo andando pelo estádio vestindo a camisa do nosso Fluminense. Não necessariamente antiga, muito menos atual. Alguns não fazem questão nem de uma original. Basta apenas o amor no peito, o qual nem precisam se preocupar em levar, já nasceram com ele.

Eles me fazem ter a plena certeza de que o sentimento que não só o Fluminense, mas que o futebol traz é um sentimento para toda a vida.  Imagino por quantas fases ruins eles já passaram junto com os elencos de diversas épocas e não desistindo do time em momento algum. Me impressiono. Eu, que não tenho nem 20 anos de vida, tenho medo que algo pior, bem pior, aconteça ao Fluminense e passe pela minha cabeça a desistência. A vida sem meu time não existe mais. Não duvido do meu amor nem um segundo da minha vida, mas dizem que certos amores cansam.

Quando os vejo sempre sentado em seus assentos deste novo Maracanã, penso por quantas arquibancadas diferentes cada um deles já passou para apoiar o Fluminense. O quão longe eles já foram, o quão caro já pagaram e todas as consequências que já sofreram por isso. Penso em quanta chuva e quanto sol na cabeça eles já suportaram em uma vida inteira. Isso tudo me faz ter a certeza de que amar futebol não cansa, não enjoa e me faz desistir daquele pensamento anterior. Me faz acreditar que serei igual a eles daqui a alguns anos.

Quando os vejo, os vejo acompanhados de outros cabelos brancos e seus respectivos radiozinhos de pilha ao lado da orelha. Meu avô também usava, assim como eles, para ouvir os comentários, se o lance estava mesmo impedido, ou para ter certeza se foi pênalti. Penso em quantos problemas diferentes eles devem ter e em como o Fluminense ajudou a esquecer deles todos. Quantas vezes eles já choraram de felicidade? E quantas já choraram de tristeza? Tudo pelo Fluminense.

Quando os vejo, sorrio. Sorrio como forma de mostrar gratidão – nada pessoal, mas por parte do Flu – por terem passado a vida inteira ao lado de um mesmo clube e por terem espalhado esse amor para o próximo. Espero que minha vida seja assim, igual a deles, inteiramente preenchida de Fluminense. Então poderei dizer que, sim, passei por tudo ao lado de quem amava. E que valeu a pena.


26.04.11 Bastidores matéria de apresentação do Brasileirão da Sportv

26.04.11 Bastidores matéria de apresentação do Brasileirão da Sportv

03.12.11 Treino do Fluminense


16.05.11 Desembarque do Fluminense na Granja Comary

16.05.11 Desembarque do Fluminense na Granja Comary

31.08.14 Corinthians 1  x 1 Fluminense, gol de Fred ( Arena Corinthians, São Paulo)

14/04/11 Bastidores matéria com o ex-morador de rua Raylson, de 12 anos, para o Esporte Espetacular (Laranjeiras, Rio de Janeiro)

Cá estou eu de novo, matando a saudade que me bateu de escrever para você, meu pequeno grande ídolo. Hoje venho agradecer, mais uma vez, por todas as vezes que vejo você e solto um sorriso lindo e largo seguido de um sentimento que nunca vou conseguir explicar.
Você é um exemplo, nada menos que isso. Só por me fazer feliz do jeito que faz você já merece o mundo e ainda será pouco tê-lo em suas mãos. Ou seus pés, para poder brincar de jogar bolar, treinar balões e canetas em qualquer adversário.
É assim que eu me sinto quando encaro a vida de frente. Me sinto como se eu fosse você no campo. Tento te imitar driblando e saindo de três marcações de uma só vez, mas nada será comparado ao que você faz. Meus dribles na vida não são tão majestosos quanto os seus.
Hoje venho te venerar, mais uma vez, “só” pelas duzentos e cinquenta partidas que fez com a camisa do meu time. Meu time representa a minha alma e você a carrega com tanta honra, com tanto respeito que é impossível não gostar de você ou ser, até mesmo, indiferente. Aquele que não te idolatra não te conhece.
Obrigada, rei, por esse sorriso e tantos outros junto com o Fluminense. Obrigada por jogar com tanta magia nas pernas e tanta clareza no jogo. Obrigada por não ser perfeito e errar, e logo em seguida correr atrás de um resultado melhor. Obrigada desde o primeiro jogo até este. Obrigada por todos os mais jogos que terá pela frente para defender essas três cores que regem a vida de tantos torcedores apaixonados.
Alguns meses atrás, eu não sabia explicar como consegui viver sem você jogando pelo Flu e tão longe de mim. Hoje tenho a explicação mais sensata: você só estava longe, mas continuava brilhando, então ainda te sentia. Você brilhará, guerreiro, por toda a sua vida, dentro e fora de campo. E que, quando acabe a carreira, acabe junto com o Fluminense. Obrigada por voltar, nunca vou deixar de agradecer.

Cá estou eu de novo, matando a saudade que me bateu de escrever para você, meu pequeno grande ídolo. Hoje venho agradecer, mais uma vez, por todas as vezes que vejo você e solto um sorriso lindo e largo seguido de um sentimento que nunca vou conseguir explicar.

Você é um exemplo, nada menos que isso. Só por me fazer feliz do jeito que faz você já merece o mundo e ainda será pouco tê-lo em suas mãos. Ou seus pés, para poder brincar de jogar bolar, treinar balões e canetas em qualquer adversário.

É assim que eu me sinto quando encaro a vida de frente. Me sinto como se eu fosse você no campo. Tento te imitar driblando e saindo de três marcações de uma só vez, mas nada será comparado ao que você faz. Meus dribles na vida não são tão majestosos quanto os seus.

Hoje venho te venerar, mais uma vez, “só” pelas duzentos e cinquenta partidas que fez com a camisa do meu time. Meu time representa a minha alma e você a carrega com tanta honra, com tanto respeito que é impossível não gostar de você ou ser, até mesmo, indiferente. Aquele que não te idolatra não te conhece.

Obrigada, rei, por esse sorriso e tantos outros junto com o Fluminense. Obrigada por jogar com tanta magia nas pernas e tanta clareza no jogo. Obrigada por não ser perfeito e errar, e logo em seguida correr atrás de um resultado melhor. Obrigada desde o primeiro jogo até este. Obrigada por todos os mais jogos que terá pela frente para defender essas três cores que regem a vida de tantos torcedores apaixonados.

Alguns meses atrás, eu não sabia explicar como consegui viver sem você jogando pelo Flu e tão longe de mim. Hoje tenho a explicação mais sensata: você só estava longe, mas continuava brilhando, então ainda te sentia. Você brilhará, guerreiro, por toda a sua vida, dentro e fora de campo. E que, quando acabe a carreira, acabe junto com o Fluminense. Obrigada por voltar, nunca vou deixar de agradecer.

Sobre isso:
Talvez os “marginais, desocupados, bandidos, vagabundos”, como mesmo disse, tenham feito isso porque dizem (e provam até o final da vida) amar o Fluminense, porque se importam com a bagunça que estão vendo. Essa história de pedras nos carros já deu o que tinha que dar e esse choro todo também. É errado? É. Mas também é da nossa vontade quebrar a cara de cada um que não se mexe em campo de porrada, só que ninguém vai fazer isso (espero), porque aí já entra em desrespeito com a pessoa, não só com o jogador, assim como a questão das pedras.
Mas falar que são “profissionais que dão duro e suam a camisa para defender o time que eles dizem amar” é no mínimo desrespeitoso com a NOSSA TORCIDA. Ou a minha torcida, porque já não sei quem desse elenco se considera parte do Fluminense e quem não. Se formos julgar pelo desempenho em campo, o Fluminense somos, literalmente, nós, os torcedores, e só. Suor na camisa não foi visto em abundância desde 2012, quando fomos campeões com três rodadas de antecedência. Parece que depois dali, fizeram uma lavagem cerebral em casa um deles e começaram a pensar que qualquer merda que eles fizessem, teriam a mesma sorte que tiveram há dois anos e garantiriam mais 3 pontos.
“Isso pra mim é uma pouca vergonha!” é o que está escrito por um jogador que está xingando, no momento, os mesmos que o apoiaram em tantos momentos difíceis, assim como no fim da Copa do Mundo, cantando seu nome tão alto no estádio (há prova, tem milhões de vídeos, inclusive o meu). Está escrito por um jogador que não aguenta ser cobrado um segundo e quando perguntando sobre sua fase na carreira, não se dá nem o trabalho de justificar. A torcida também quer saber: defina seu momento na carreira após a Copa do Mundo. Quer uma dica: vergonhosa, no mínimo. Não tem mais como defender.
Se a cada crise e a cada cobrança, for feito um texto com palavras bonitas que defendem a boa ética do mundo, vamos ter uma crise eterna. Só se resolve um problema quando se toma uma atitude diferente. Escrever e postar foto fazendo cara de mal não vai nos trazer os pontos que (eu escreveria a gente, mas pensei melhor) vocês, jogadores, perderam em jogos tão ridículos que dá pena de ver o resultado, e ainda mais a atuação. Quando estiverem reclamando de salário, cada torcedor escreverá um belo texto para pagar cada um e ver se assim resolvemos o problema. Como não pensamos nisso antes? Tão melhor do que agir e fazer o que são pagos para fazer: jogar futebol. Fantástico mesmo.

Sobre a decisão tão madura que o capitão irá tomar caso não seja tomada nenhuma providência, só digo uma coisa: rescisão de contrato. Não está satisfeito? Vai embora. A única coisa que iremos sentir é saudade do seu bom futebol. Mas, espera, já sentimos falta disso. Então, não iremos sentir nada novo mesmo. Fred, você não é o melhor. Você foi. Já deu. Infelizmente. Obrigada por tudo o que fez de produtivo.

Sobre isso:

Talvez os “marginais, desocupados, bandidos, vagabundos”, como mesmo disse, tenham feito isso porque dizem (e provam até o final da vida) amar o Fluminense, porque se importam com a bagunça que estão vendo. Essa história de pedras nos carros já deu o que tinha que dar e esse choro todo também. É errado? É. Mas também é da nossa vontade quebrar a cara de cada um que não se mexe em campo de porrada, só que ninguém vai fazer isso (espero), porque aí já entra em desrespeito com a pessoa, não só com o jogador, assim como a questão das pedras.

Mas falar que são “profissionais que dão duro e suam a camisa para defender o time que eles dizem amar” é no mínimo desrespeitoso com a NOSSA TORCIDA. Ou a minha torcida, porque já não sei quem desse elenco se considera parte do Fluminense e quem não. Se formos julgar pelo desempenho em campo, o Fluminense somos, literalmente, nós, os torcedores, e só. Suor na camisa não foi visto em abundância desde 2012, quando fomos campeões com três rodadas de antecedência. Parece que depois dali, fizeram uma lavagem cerebral em casa um deles e começaram a pensar que qualquer merda que eles fizessem, teriam a mesma sorte que tiveram há dois anos e garantiriam mais 3 pontos.

“Isso pra mim é uma pouca vergonha!” é o que está escrito por um jogador que está xingando, no momento, os mesmos que o apoiaram em tantos momentos difíceis, assim como no fim da Copa do Mundo, cantando seu nome tão alto no estádio (há prova, tem milhões de vídeos, inclusive o meu). Está escrito por um jogador que não aguenta ser cobrado um segundo e quando perguntando sobre sua fase na carreira, não se dá nem o trabalho de justificar. A torcida também quer saber: defina seu momento na carreira após a Copa do Mundo. Quer uma dica: vergonhosa, no mínimo. Não tem mais como defender.

Se a cada crise e a cada cobrança, for feito um texto com palavras bonitas que defendem a boa ética do mundo, vamos ter uma crise eterna. Só se resolve um problema quando se toma uma atitude diferente. Escrever e postar foto fazendo cara de mal não vai nos trazer os pontos que (eu escreveria a gente, mas pensei melhor) vocês, jogadores, perderam em jogos tão ridículos que dá pena de ver o resultado, e ainda mais a atuação. Quando estiverem reclamando de salário, cada torcedor escreverá um belo texto para pagar cada um e ver se assim resolvemos o problema. Como não pensamos nisso antes? Tão melhor do que agir e fazer o que são pagos para fazer: jogar futebol. Fantástico mesmo.

Sobre a decisão tão madura que o capitão irá tomar caso não seja tomada nenhuma providência, só digo uma coisa: rescisão de contrato. Não está satisfeito? Vai embora. A única coisa que iremos sentir é saudade do seu bom futebol. Mas, espera, já sentimos falta disso. Então, não iremos sentir nada novo mesmo. Fred, você não é o melhor. Você foi. Já deu. Infelizmente. Obrigada por tudo o que fez de produtivo.